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Durante muito tempo, a compressão de arquivos foi tratada como uma atividade manual. Quando o espaço em disco começava a ficar escasso, selecionávamos alguns diretórios, criávamos um arquivo ZIP ou TAR.GZ e arquivávamos tudo em outro local. O inconveniente dessa abordagem é evidente: um arquivo compactado deixa de ser prático para uso diário. Antes de editar um documento ou compilar um programa, torna-se necessário descompactá-lo novamente.
O Btrfs resolveu esse problema de forma muito mais elegante. Em vez de compactar arquivos depois que eles são gravados, o próprio sistema de arquivos pode armazená-los comprimidos desde o início, sem que o usuário ou as aplicações precisem fazer absolutamente nada. Os programas continuam abrindo, modificando e salvando arquivos exatamente como sempre fizeram. Toda a compressão e descompressão ocorre de maneira automática, dentro do sistema de arquivos.
Nas versões mais recentes do kernel Linux, essa funcionalidade recebeu diversas otimizações, principalmente quando utilizada com o algoritmo Zstd, hoje considerado uma das melhores opções para uso geral.
A escolha do Zstd não foi por acaso. Desenvolvido originalmente pelo Facebook (atual Meta), esse algoritmo conseguiu alcançar um equilíbrio bastante difícil entre velocidade e eficiência. Algoritmos tradicionais costumam privilegiar um desses aspectos. Alguns produzem arquivos extremamente pequenos, mas exigem bastante processamento. Outros são muito rápidos, porém economizam pouco espaço. O Zstd conseguiu combinar os dois mundos, oferecendo excelente taxa de compressão sem penalizar o desempenho do sistema.