De acordo com as Leis 12.965/2014 e 13.709/2018, que regulam o uso da Internet e o tratamento de dados pessoais no Brasil, ao me inscrever na newsletter do portal DICAS-L, autorizo o envio de notificações por e-mail ou outros meios e declaro estar ciente e concordar com seus Termos de Uso e Política de Privacidade.

TV Digital Brasileira - Set-top Box virtual com Ginga-NC

Colaboração: Frederico Palma

Data de Publicação: 19 de Dezembro de 2007

A Comunidade Ginga disponibilizou em 3 de dezembro de 2007, uma máquina virtual baseada no software VMWare que permite aos usuários, testadores e desenvolvedores obter um ambiente completo e pré-configurado de um set-top box de desenvolvimento Ginga-NCL.

A máquina virtual é publicada em forma de imagens de discos virtuais e arquivos de configuração previamente montados pela equipe do Laboratório TeleMídia da PUC-Rio. O sistema operacional instalado na máquina virtual é Linux, Fedora Core 7, reduzido aos pacotes essenciais para desenvolvimento do middleware e execução do gingaNclPlayer. O gingaNclPlayer embarcado é a versão 0.9.25, escrita em linguagem C++, e é aquele que provê o melhor suporte a uma variedade de tipos de mídias e a apresentações avançadas, aproveitando melhor todo o poder da linguagem NCL. Entre esses recursos avançados, estão a transparência, alpha-blending, transições e animações.

A máquina virtual pode ser vista como um set-top box de desenvolvimento Ginga-NCL. Para "ligar" o set-top box, o usuário precisa obter algum dos produtos de virtualização da VMWare. Recomendamos o VMWare player, que é gratuito e está disponível para sistemas Windows e Linux.

Após o boot, uma interface gráfica estática exibe informações importantes sobre como proceder nas tarefas de testes de aplicações NCL. Basicamente, o usuário deve abrir uma sessão SSH/SFTP com o set-top box para realizar tarefas rotineiras como upload de documentos NCL e disparo da apresentação de cada documento pelo gingaNclPlayer. Para interagir com as aplicações, o usuário deve deixar a janela SSH e dar foco à máquina virtual, preparada para mapear sobre o teclado algumas teclas do controle remoto de um set-top box real.

A maior motivação para o esforço dessa empreitada está na facilidade de implantação de uma máquina virtual, ao compararmos com o árduo processo de configuração de dispositivos, kernel e serviços do SO, além da instalação de dependências, e, por fim, a compilação e instalação dos pacotes que compõem o gingaNclPlayer versão C++. Com a virtualização, o usuário fica completamente isento de qualquer dessas tarefas. Seu único esforço é a instalação do software de virtualização.

Tudo isso tem um preço: desempenho. Com a sobrecarga imposta pela virtualização e o alto requisito de decodificação e renderização de mídias do gingaNclPlayer, o set-top box virtual vai "engasgar" a partir de uma certa qualidade de vídeo e áudio. No mundo real, essas tarefas seriam feitas por hardware especializado dentro dos set-top boxes... Mas no virtual tudo recai sobre a CPU. Assim, alguns requisitos de hardware do sistema hospedeiro (host) devem ser observados: Processador Pentium 4 3.0 GHz ou melhor, memória RAM mínima de 1Gb, boa placa de aceleração gráfica etc. Os requisitos podem ser reduzidos se o usuário se restringir a mídias de menor complexidade nos testes (vídeos de baixa resolução, poucas mídias renderizadas em paralelo, etc.)

A máquina virtual está disponível para download na Comunidade Ginga (subgrupo Ginga-NCL).

Saiba mais em:


Adicionar comentário

* Campos obrigatórios
5000
Powered by Commentics

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro!


Veja a relação completa dos artigos de Frederico Palma