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Scrum - o exército de um homem só

Por Cesar Brod

Data de Publicação: 16 de Fevereiro de 2015

Há um número mágico para o número de componentes em uma equipe Scrum: sete mais ou menos dois, ou seja, entre cinco e nove pessoas. Tenho preferência por números ímpares, mantendo a prática da programação em pares e do rodízio do papel de Scrummaster entre os membros da equipe. A equipe é multifuncional e inclui talentos de programadores, testadores, designers, etc.

Isso não quer dizer que o Scrum não possa ser usado em situações diferentes. A prática das atitudes do Scrum tende a fazer com que elas se expandam além da equipe. Elas se tornam hábitos individuais. Neste momento, enquanto reviso a segunda edição de meu livro [Scrum - guia prático para projetos ágeis], estou praticando o Scrum de um homem só.

O melhor texto sobre o assunto ainda é o do Fernando Boaglio, escrito em 2007. No caso de meu livro, que comecei a revisar em meados de janeiro, comprometi-me a entregar o texto final a meu editor no final de fevereiro. Ou seja, eu teria seis Sprints de uma semana dentro dos quais eu dividi os capítulos a serem revisados.

Meu Product Backlog era o mapa mental original da primeira edição, acrescido de anotações onde eu dedicaria o maior esforço de pesquisa e reescrita. Como Product Owner priorizei devidamente os itens do Product Backlog e, ao longo do tempo, fui fazendo o Product Backlog Grooming. No início de cada semana, eu passava do Product Backlog ao Sprint Backlog as atividades a serem realizadas dentro do Sprint e, ao final da semana, eu revisava as atividades cumpridas. Como Scrummaster, a cada dia, eu perguntava a mim mesmo quais as atividades eu havia realizado no dia anterior, qual era meu plano para o dia corrente e refletia sobre os obstáculos no caminho.

O Release Burndown da revisão de meu livro (aliás, esse é um assunto novo para a segunda edição) logo mostrou que eu deveria tomar logo algumas decisões sobre o que tirar ou manter, colocando-me no papel dos leitores. Nesse ponto, o amigo Daniel Wildt deu-me um conselho fundamental: manter o poder da história, do relato da jornada. Ou seja, o livro deveria continuar refletindo a minha própria aprendizagem do framework e, com isso, incentivar os leitores a acompanharem e, oxalá, motivados pela história, também se tornarem praticantes e divulgadores do Scrum.

Usei, nesse artigo, o exemplo do uso do Scrum na revisão do meu livro mais para provar que o Scrum pode ser usado para qualquer coisa, não apenas para o desenvolvimento de software.

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Sobre o autor

Cesar Brod é empresário e consultor nos temas de inovação tecnológica, tecnologias livres, dados abertos e empreendedorismo. Sua empresa, a BrodTec, faz também trabalhos tradução e produção de conteúdo em inglês e português. Além de sua coluna, Cesar também contribui com dicas para o Dicas-L e mantém um blog com aleatoriedades e ousadias literárias. Você pode entrar em contato com ele através do formulário na página da BrodTec, onde você pode saber mais sobre os projetos da empresa.

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